- Meus escritos -
- Meus escritos -
Quando se tem muito a dizer o melhor é silenciar e evitar o fruto da desorganização mental.
Aja! Realize as atividades comuns do cotidiano, falando somente o indispensável.
Observe, em silêncio, e colabore com o que estiver ao alcance;
Não permita que idealizações dominem; perceba o concreto.
Nas sutilezas Ele mostrará o caminho.
Ore, confie e siga em frente!
Preze pela verdade…
Encontre a paz
NEle.
P. F. (2018).
A meia-noite aproximava-se. A única luz dentro da casa era a de uma luminária na sala. Passando a toalha sobre os cabelos molhados foi caminhando até a janela do seu quarto, pois um brilho invadia o ambiente, dando ares de mistério e aconchego e chamando a atenção. Inclinou-se a olhar o cenário. Uau, um luar cheio, quase em zênite, à sua vista! Conjuntamente, sorveu um perfume intenso... Eram as laranjeiras da vizinhança. Não poderia desperdiçar uma noite como essa.
Manteve os vidros abertos madrugada a dentro e, na solidão de seus dias, pôs-se a pensar sobre as dores que não sente mais e os planos que agora consegue traçar. As estrelas pontilhavam seu céu e já não se via mais o luar. Sua mente entrara em órbita e nem percebera o tempo passar.
Ao fechar a janela, antes de ir para o conforto de sua cama, notou um cheiro amadeirado compondo as notas que aspirava. Olhou a paisagem e viu fumaça sobre os telhados: "A noite fria estimulou o acender das lareiras. Quantas famílias estariam reunidas, circundadas por livros, bebidas quentes e afeto, acolhidas num lar quentinho?"
Pensando sobre o questionamento deitou-se, imaginando o quanto seria acalentador um abraço. Teria esta sorte algum dia? Suspirou, enrolou-se em suas cobertas e deixou-se abarcar pelo aroma de flor.
P. F. (ag. 2017).